Detectar pequenos e grandes diamantes de forma confiável: Com o Steinert XTS

"Atualmente estão disponíveis métodos novos e mais econômicos para separar minerais do material mineral bruto. Esses processos são baseados no desenvolvimento de poderosos algoritmos de classificação, que podem detectar e separar diamantes com a máxima segurança e oferecem enormes oportunidades", disse Paul Bracher, Diretor da IMS Engineering.

A IMS opera uma empresa conjunta com a STEINERT Elektromagnetbau GmbH para o desenvolvimento e fornecimento de soluções de classificação por sensores para as indústrias de mineração e de reciclagem. Como a IMS explicou, o desempenho do STEINERT XTS (transmissão de raios X/XRT), desenvolvido especificamente para a classificação de diamantes, aumentou significativamente no ano passado.

O desafio é também detectar e classificar os diamantes menores. "O STEINERT XTS é perfeitamente adequado para a extração de grandes diamantes, mas também classifica de forma precisa e confiável os pequenos diamantes menos detectáveis", afirma Kai Bartram, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da STEINERT.

O STEINERT XTS (transmissão de raios X) foi projetado para extrair diamantes com tamanho a partir de 4 mm, mas graças a algoritmos diferenciados e à mais alta resolução de pixels (0,5 mm), ele pode detectar eficientemente até mesmo pequenos diamantes de 3 mm. Isso é possível graças à tecnologia de última geração do STEINERT XTS (transmissão de raios X), que detecta todos os tipos de diamantes, ao contrário dos métodos anteriores.

Embora não seja fácil identificar as pequenas pedras preciosas, o sistema é tão confiável nesta área quanto na extração de grandes diamantes – segundo o relatório de uma importante mina de diamantes sul-africana. Essa mina é famosa por seus grandes diamantes de primeira classe. O relatório refere-se ao uso bem-sucedido de dois STEINERT XTS na etapa final da planta. Esses dois sistemas são os primeiros classificadores por raios X utilizados nesta etapa numa mina de diamantes.

Como parte deste projeto, o cliente sul-africano pôde se convencer nos amplos testes realizados de que a transmissão de raios X pode realmente detectar diamantes com a precisão prometida. "O resultado desses testes foi que conseguimos claramente dar garantias para o nosso processo. Nós testamos com as imitações fornecidas pelo cliente e com diamantes reais. O objetivo era alcançar uma taxa de recuperação de 100% no teste, e estamos orgulhosos de ter atingido essa taxa", diz Bracher. Ele continua explicando que durante os testes, o hardware e os algoritmos para detecção e produção de diamantes continuaram sendo desenvolvidos.

Para esta aplicação especial, a construção da máquina precisou ser adaptada de acordo com a área existente no local do cliente. A STEINERT também integrou os mais recentes desenvolvimentos em tecnologia de sensores e algoritmos aprimorados durante o teste. "Como resultado, pudemos adaptar a máquina às necessidades do cliente, mantendo a facilidade de manutenção através do uso de componentes padrão", disse Dr. Uwe Habich, CTO da STEINERT.

"Nós melhoramos o desempenho em todas as áreas, incluindo a detecção e o rendimento de diamantes em uma área segura – com o objetivo de aumentar o peso de diamante por ejeção com a menor saída possível." Graças à transmissão de raios X, grandes diamantes valiosos podem ser extraídos na mina nas etapas iniciais do processo, de modo que a probabilidade de danos diminui.

Durante a colocação em funcionamento, o STEINERT XTS encontrou um diamante de 2 quilates nos resíduos das escombreiras e, logo em seguida, um diamante de 50 quilates, do tipo 2, 75% intacto.

Como o porta-voz da empresa explicou, a mina pretende continuar a se beneficiar do STEINERT XTS (transmissão de raios X) nesta importante etapa do processo de classificação. "Estamos felizes por sermos pioneiros desta tecnologia na classificação de diamantes. A descoberta da peça de 50 quilates confirmou os resultados muito promissores do nosso extenso projeto-piloto", diz ele.

A STEINERT provou que o STEINERT XTS representa uma tecnologia de ponta na mineração e classificação de diamantes. A principal vantagem do sistema é reconhecer os vários níveis de absorção de raios X de diferentes materiais. As imagens obtidas por raios X refletem a estrutura atômica de cada partícula que passa pela área de detecção. Um diamante consiste de átomos de carbono e, portanto, aparece cinza claro na imagem de raios X, contrastando com as rochas mais densas e sem valor. Graças a esse reconhecimento em nível atômico, a tecnologia de raios X da STEINERT pode filtrar todos os diamantes, independentemente de suas propriedades físicas.

 

É assim que funciona

Na prática, o procedimento é o seguinte: O minério de diamante é conduzido ao separador através de uma rampa vibratória, que o coloca numa correia transportadora na forma de um fluxo de partículas individuais. O minério prossegue na esteira e as partículas individuais são escaneadas à medida que passam pelos raios X. Cada partícula atenua os raios X. A imagem resultante é detectada por sensores e depois armazenada. Em seguida, é feita a análise pelo algoritmo, que pode fazer a distinção entre o carbono menos denso dos diamantes e o mais denso dos outros minerais, como o kimberlito e demais rochas sem valor.

Com as condições de extração atuais, a tecnologia de classificação por sensores da STEINERT é de extrema importância, pois desafios como depósitos com reservas menores de minérios, altos custos de energia, escassez de água e regulamentações ambientais rigorosas devem ser superados. A classificação baseada em sensores é uma grande inovação para a pré-concentração no tratamento de minerais. Na África do Sul, a hora certamente chegou.